Aveiro dos Mil Encantos

Aveiro à noite é de uma beleza magnífica
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O Ponto Mais Elevado do Alto Minho

O Alto da Pedrada é o ponto mais elevado do Alto-Minho. Situado a uma altitude de 1416 metros, daqui pode avistar-se lugares tão longínquos como a Igreja de Santa Luzia em Viana do Castelo, Gerês, Amarela, Vale do Lima, Soajo, Lindoso, Castro Laboreiro e vale do Rio Minho.

De facto, a vista é magnífica para todos os lados que a nossa vista alcança como demonstram estas fotografias.









Fotos gentilmente cedidas por Paulo Costa

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Percurso Pedestre Entre Abelheira e Cotos de Candela

Estas fotos foram tiradas no Parque Nacional da Peneda-Gerês num percurso entre a localidade da Abelheira e Côtos de Candela passando por Carris.


Abelheira



Carris



Côtos de Candela



Côtos de Candela


Fotos gentilmente cedidas por Paulo Costa
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As Lagoas do Marinho

Estas fotos foram obtidas no Gerês junto das Lagoas do Marinho.

Estas pequenas lagoas não são mais do que o resultado da pluviosidade do Inverno que possibilita  o encoro das águas nestes pequenos lagos.

No Verão, ficam secas mas, até lá, são muito úteis ao proporcionar água às espécies selvagens ou domésticas bem como aos caminheiros e turistas que se aventuram por estas paragens.







Fotos gentilmente cedidas por Paulo Costa
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Do Adamastor ao Lux

Quinta-feira, seis da tarde no escritório da agência de propaganda onde eu trabalhava em Lisboa. É verão e o meu telefone toca. Eu atendo, o diálogo é rápido e seguindo de mais alguns telefonemas que vou repassando para outros camaradas. Meia hora mais tarde, estamos sentados com o Tejo e o Porto de Lisboa à nossa frente, dezenas de turistas, a maioria estudantes europeus em férias, e a luz maravilhosa com que a natureza premiou Lisboa. Dividindo o horizonte em antes e depois, a imponente ponte Vasco da Gama. Estou no Miradouro de Santa Catarina ou, para os mais íntimos, no Adamastor, final do Bairro Alto, bem ao lado do Bairro da Bica. Começava ali a longa noite. Depois do Adamastor, a próxima parada era o Wip, no Elevador da Bica. O Wip era (não sei se ainda é) uma espécie de 3 em 1, onde você podia cortar o cabelo, comprar umas roupas descoladas e tomar uns copos, localizado num antigo armazém. A calçada e a rua eram o ponto de encontro da moçada cool de Lisboa. Ao passar da meia-noite, a pergunta começava a circular: "quem vai pro Lux... quem vai pro Lux?". O Lux é um daqueles lugares inesquecíveis por onde passei. A quinta era a minha noite predileta. Ao chegar, já era tratado com o deferimento devido a quem é da casa. Mesmo quando havia filas enormes, o segurança sinalizava para que eu abrisse passagem entre os pobres mortais e furasse a fila. No bar da parte superior, onde eu ficava até que a pista de dança abrisse, bastava me aproximar que já ouvia o familiar "vodca com limão?". Era linda aquela menina. Até dediquei-lhe um poema quando voltei para o Brasil. Depois da tradicional perigrinação pelos diferentes ambientes que formam o Lux, tempo também para apreciar os móveis e a decoração, chegava a hora de descer para a pista onde, de tanto frequentá-la, já conhecia os meus pares. Era como uma pequena irmandade que se encontrava religiosamente, nas madrugadas de quinta pra sexta, sob o globo que iluminava a pista. Fervia até as sete da manhã. Na saída, alguns dos taxistas já me conheciam, o que tornava tudo mais simples. Sentava-me no banco traseiro e ouvia: "pode dormir, quando chergarmos eu acordo o senhor". E eu dormia até a chegada ao meu destino: Cascais. Recentemente, quando voltei a Lisboa, para gravar alguns programas para o Canallondres, só consegui refazer o início da minha velha tour. Do Adamastor, tomei outra direção. Resistir, foi a prova definitiva de que estou aposentado das baladas. Mas fica aqui a dica para quem é jovem, cheio de energia, na sua próxima passagem pela bela e inesquecível Lisboa.
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Nevoeiro em Milfontes

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Serra da Estrela - Cântaro Gordo

Cantâro Gordo situa-se num dos pontos mais altos da Serra da Estrela.

As fotografias demonstram a rudeza das condições climatéricas que condicionam a natureza: a ausência quase total de árvores, as pedras quebradas e a vegetação não é mais do que umas gramineas rasteiras.







Fotos gentilmente cedidas por Paulo Costa
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O Paraíso Perdido

Em seu famoso poema "uma arte", a consagrada poeta Elizabeth Bishop construiu os seguintes versos: "Perdi duas cidades, eram deliciosas. E, / pior, alguns reinos que tive, dois rios, um / continente. Sinto sua falta, nenhum desastre." Eu perdi Cascais. Não, não demorou muito para que eu me desse conta da perda. Foi como se tivesse saído do paraíso por livre e espontânea vontade. Que louco faria isso? Bem, não me considero louco, mas confesso que fiz. Cascais é um desses lugares que todo mortal deveria ter o direito de conhecer antes de partir para o outro paraíso. Que, ao contrário de Cascais, eu não tenho certeza que existe. As lembranças que carrego comigo: um copo com alguns dos grandes amigos que fiz ao longo da minha vida, na praça Luís de Camões; uma sobremesa numa doceria na Casa da Guia; o pub irlandês que tinha uma garçonete linda; o restaurante que eu ia comer um galeto e paquerar a filha do proprietário; o restaurante Pereira, tasca onde comi a melhor galinha de cabidela de todos os tempos; praia do guincho, com ou sem vento. O outro lado do paraíso eu podia ver da varanda do apartamento que herdei do meu amigo Cássio Jeha, quando ele trocou Cascais por Madri. Ele gostava tanto, que deixou lá a sua bicicleta e a prancha de surf. Queria ir, mas não queria muito. O meu carro ficava estacionado no calçadão em frente ao prédio. Às vezes esquecia de fechar o vidro da janela, tão relaxado e seguro que me sentia. À noite, eu adorava quando me faltava cigarro. Era só descer e andar pelas ruas desertas, sem a menor pressa de chegar ao posto de gasolina que ficava aberto 24 horas. Quando saí, passei as chaves para outro amigo brasileiro, o Marcelo Medeiros, que ainda tem a felicidade de morar no paraíso. Pois bem, quando voltei lá este ano, para fazer um programa sobre Cascais para o Canallondres, Marcelo Medeiros foi o nosso guia. Fui apresentado a Cascais como se nunca tivesse estado lá. E foi fascinante ver o que perdi através de outros olhos. De quebra, ainda fomos à Sintra, com direito à uma parada no deslumbrante Cabo da Roca (foto acima), o ponto mais ocidental da Europa e, ao mesmo tempo, a maneira de ficar mais perto do Brasil, para quem está pras bandas de cá. Mais especificamente, perto do meu Recife. Perder Cascais só não foi mais penoso porque eu sei que Cascais está ali, não vai sair do lugar. Vai se sempre possível reencontrá-lo. Se ainda não teve esse privilégio, só há uma coisa que eu posso dizer-te: não sabes o que estás a perder.
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Tapada Grande, Mina de São Domingos

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Tapada Pequena, Mina de São Domingos

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